segunda-feira, 22 de abril de 2013

Questionário Final

1.O átomo é: 
a)Uma partícula muito pequena e indivisível
b)Um bloco de matéria
c)O nome da reação que ocorre quando se liberta energia nuclear

2.Pela chaminé de uma central nuclear sai:
a)Vapor de água
b)Metano
c) Dióxido de Carbono

3.O acidente de Chernobyl foi causado por:
a)um sismo
b)um erro humano
c) um animal

4.Quando foram usadas as primeiras bombas nucleares?
a)I Guerra Mundial
b) Guerra da Coreia
c)II Guerra Mundial

5.Qual a aplicação médica que usa isótopos radioativos?
a)Quimioterapia
b)Ecografias
c)Radioterapia

6.Se houver uma fuga de água contaminada o que é afetado diretamente?
a)O ar que respiramos
b)Solo
c)Nuvens

7. Em que século começou a extração de minério radioativo?
a)XX
b)XIX
c)XVIII

8. O uranio extraído é usado:
a)Tal e qual como é extraído
b)Após o seu empobrecimento
c) Após o seu enriquecimento

9.Sabendo que os resíduos nucleares têm como origem material radioativo, qual dos seguintes materiais produz esses resíduos?
a)Petróleo
b) Urânio
c) Dinamite

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Resíduos Nucleares


Os resíduos nucleares têm como origem material radioativo utilizado para a produção de energia em centrais nucleares. Como é exemplo o Urânio. Outra origem é a produção de armas nucleares, ou numa área científica como a radiologia e pesquisas.

Com esta produção de resíduos, cria-se um grande problema, já que estes são radioativos, cancerígenos e tóxicos. Como a sua esperança média de vida é “muito longa”, no caso do Urânio 235, anda à volta de alguns biliões de anos, torna-se cada vez mais necessário encontrar formas de tratar estes resíduos, de forma a estes não contaminarem o meio ambiente.

Segundo a Comissão Europeia só as centrais nucleares europeias, produzem 7000 metros cúbicos de resíduos nucleares por ano, estes resíduos consistem em :
- Material utilizado pelos trabalhadores que entrou em contacto com material radioativo;
- Combustível nuclear;
- Material que entrou em contacto com o combustível.
- Entre outros, que estejam em contacto com o material radioativo.

Com esta grande produção de resíduos, e à semelhança de quase todos os resíduos produzidos pelo homem, o pensamento sugerido seria que houvesse tratamento para este problema. Mas não, pelo menos por enquanto. Em todo o mundo os resíduos são deixados a arrefecer ou em armazéns ou enterrados a pouca profundidade. O que causa entre várias coisas, a possibilidade de haver um acidente, catástrofes ambientais, entre outras. Com estes problemas em vista, está a ser criado na Finlândia, o primeiro “cemitério” para os seus resíduos nucleares, que passa pela construção de um armazém a uma profundidade de mais de 400 metros em rocha granítica, onde será depositado os resíduos, acondicionados num sistema multi-barreira, que consiste em “tambores de cobre puro com favos feitos de ferro fundido com grafite. Os tambores são fechados com um tampão de lama bentonítica à prova de água. Ali, a radioatividade será mantida sob controlo por no mínimo de 100.000 anos, envolta por lama bentonítica.” (Libermann, 2011).


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Fig. 1 - Favo de aço fundido com Grafite

Outro processo a ser utilizado, mas possivelmente mais dispendioso é o armazenamento em vidro. Podem ler este processo através da seguinte hiperligação:
Com a utilização de qualquer matéria, existe sempre a produção de um resíduo como resultado dessa ação, este é o resultado da utilização de materiais nucleares.


Bibliografia


Europeia, C. (19 de 11 de 2012). Comissão Europeia. Obtido em 28 de 03 de 2013, de http://ec.europa.eu/news/energy/101103_1_pt.htm
Libermann, R. (09 de 2011). This is Finland. Obtido em 28 de 03 de 2013, de http://finland.fi/Public/default.aspx?contentid=230836#!prettyPhoto
Savers, G. (07 de 11 de 2012). GreenSavers. Obtido em 28 de 03 de 2013, de http://greensavers.sapo.pt/2012/11/07/start-up-vai-transformar-residuos-nucleares-norte-americanos-em-vidro/
Wikipedia. (08 de 2010). wikipedia. Obtido em 28 de 03 de 2013, de http://pt.wikipedia.org/wiki/Res%C3%ADduo_radioativo

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ciclo do Urânio

Fig.1 Ciclo do urânio




Referência Bibliográfica: 
Cameira, M. (8 de Fevereiro de 2006). P. Público. Obtido em 10 de Abril de 2013, de Público: http://static.publico.pt/homepage/infografia/ciencias/uranio/

Evolução da exploração mineira de Urânio


A exploração mineira do urânio iniciou-se nos Estados Unidos da América (EUA), no início do século XX. Todavia, a primeira extração de urânio para fins lucrativos ocorreu na República Checa, no fim do século XIX. Nesta altura, o urânio era extraído, para logo poder extrair do mesmo um elemento altamente radioativo: o radio. Este elemento era então colocado em tintas fluorescentes para utilizar, por exemplo, nos ponteiros de relógios e também na medicina.
Após a Segunda Guerra Mundial, a exploração do urânio aumentou. Este acontecimento foi devido aos Estados Unidos comprarem urânio do Congo (até aquela altura colónia da Bélgica) e do Canadá para o aumento das suas armas nucleares.
Por sua vez, a União Soviética explorava suas minas de urânio que se localizavam onde hoje é o Cazaquistão, para seu programa nuclear emergente. Estas não possuíam tanto urânio quanto as minas dos EUA Todavia, ao longo dos tempos, conseguiram tornar-se mais autossuficientes e independentes.
Em suma, hoje em dia ocorre um enriquecimento do urânio em muitas centrais nucleares da Europa e da Rússia, tornando-se uma forte exploração mineira.


Referência Bibliográfica:

Wikipédia: A enciclopédia livre. (s.d.). Obtido em 8 de Abril de 2013, de Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ur%C3%A2nio

sexta-feira, 29 de março de 2013

Armamento Nuclear


Entende-se por armas nucleares as armas cujo efeito destruidor é provocado pela emissão de radiação de partículas com núcleos instáveis. A particularidade destas armas é a capacidade de concentração de energia em pequenos volumes. O sistema de medição deste tipo de armamento é a quilotonelada (equivalente à explosão de mil toneladas de TNT - nitroglicerina) e a megatonelada (equivalente à explosão de um milhão de toneladas de TNT).

Existem 2 tipos de armas nucleares: a bomba atómica e a bomba de hidrogénio (bomba H).
A bomba atómica baseia-se na fissão de núcleos atómicos, este processo é o mesmo que é executado nas centrais nucleares, mas neste caso a energia nuclear libertada não é contida e controlada, ou seja, toda a energia é libertada para o ambiente.

A bomba de hidrogénio (bomba H) baseia-se na fusão (união de dois núcleos) de átomos de hidrogénio (símbolo químico – H). Para os núcleos se unirem é necessária a energia produzida numa fissão, logo este tipo de bomba é mais poderosa que a atómica, pois a libertação de energia neste caso necessita que ocorra uma fissão para que, só ai se despolete a fusão.

As bombas nucleares ou ogivas, se forem arremessadas, em queda livre, por aviões tripulados podem ser de dois tipos: mísseis de curto alcance ou mísseis cruzeiro. Em terra são lançados sob a forma de mísseis balísticos ICBM, IRBM, MRBM e em submarinos sob a forma de mísseis balísticos SLBM.

OS EUA, na busca de uma nova arma antes dos Países do Eixo na II Guerra Mundial, cria o projeto Manhattan (projeto secreto) que reúne os melhores físicos aliados de forma a explorar várias formas de novo armamento, neste grupo de físicos figurava Albert Einstein, muito importante no desenvolvimento nuclear americano, pois foi ele que assinou a carta dirigida ao presidente Roosevelt a explicar o “benefício” deste tipo de armamento para os EUA.

O único armamento nuclear usado para fins bélicos foram as bombas lançadas no Japão, no decorrer da II Guerra Mundial. A que explodiu em Hiroshima, a 6 de agosto de 1945,com o nome de código Little boy, abrangeu uma área de 12km2, vitimando 80 mil dos 150 mil atingidos. A segunda explodiu em Nagazaki, a 9 de agosto do mesmo ano, sob o nome de código Fat Man. Ambas as bombas fizeram milhares de mortos no momento e ao longo dos anos seguintes. A energia libertada em segundos era de 36 mil quilotoneladas, que arrasaram por completo com as 2 cidades.

 
Fig 1 - Little Boy


Fig 2 - Fat Man


A nuvem gerada aquando da explosão de armamento nuclear assume uma forma característica, a forma de cogumelo.



Fig 3 - Nuvem Nuclear

Existem 5 potências nucleares declaradas – Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China. Os Estados Unidos e Rússia são as potências com mais ogivas, mísseis e submarinos nucleares equipados com mísseis balísticos, desde a guerra fria. Estes países são os que têm o maior número de testes nucleares registados.

O Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (NPT) entrou em vigor em 1970 proibindo as cinco potências declaradas de transferir armamento nuclear a países não declarados. Este tratado atualmente engloba 180 países, embora que alguns dos países sejam suspeitos de continuar com atividades nucleares, tais como a Coreia do Norte, o Irão e a Líbia.

Dos países que não assinaram o acordo, destacam-se Israel, India e Paquistão. O governo indiano justifica-se dizendo que o tratado é discriminatório, pois legitima os arsenais já existentes, não exigindo o seu desarmamento, no entanto proíbe a outros países a aquisição deste tipo de armas. A Índia e o Paquistão, após negarem o tratado, executaram testes nucleares o que fizeram com que ingressassem nas listas das potências nucleares declaradas.

Na década de 90 é assinado o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START) para que o arsenal dos Estados Unidos e dos países que constituíam a ex-URSS (Rússia, Ucrânia, Bielorrússia e Cazaquistão) fosse gradualmente extinguido.

O Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares (CTBT) é criado em 1996, mas para entrar em vigor necessita de ratificação de todos os 44 países com capacidade conhecida de produção de armas nucleares.

Referências Bibliográficas:

Pinheiro, J. (s.d.). Cola da Web. Obtido em 25 de março de 2013, de http://www.coladaweb.com/quimica/quimica-nuclear/armas-nucleares
Wikipédia - Fat Man. (s.d.). Obtido em 2013 de março de 25, de http://pt.wikipedia.org/wiki/Fat_Man
Wikipedia - História das Armas Nucleares. (s.d.). Obtido em 25 de março de 2013, de http://pt.wikipedia.org/wiki/Historia_das_armas_nucleares
Wikipédia - Little Boy. (s.d.). Obtido em 25 de março de 2013, de http://pt.wikipedia.org/wiki/Little_Boy
Wikipédia - Projeto Manhattan. (s.d.). Obtido em 25 de março de 2013, de http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_Manhattan


quinta-feira, 28 de março de 2013

Radioatividade na Medicina


O termo radioatividade remete-nos para o processo de produção de energia nas mal-afamadas centrais nucleares, espalhadas um pouco por todo o mundo, embora que a maior forma de exposição a radiação seja em exames médicos, tais como as radiografias, que registam a estrutura óssea com recurso a raios X entre outros.
Outra forma de utilização da radioatividade na medicina é o uso de isótopos para diagnósticos, tratamentos e deteção de drogas e hormonas.
Uma prática médica normal é a introdução de radioisótopos artificiais, chamados de radio fármacos, que quando inseridos no corpo humano emitem radiação que permite localizar a zona corporal onde estes se depositaram. Um exemplo destes radio fármacos é o iodo-131, que é usado no tratamento de cancro da tiroide pois ao se acumular nesse órgão, as radiações gama destroem as células cancerígenas.



Radioisótopos

Uso médico
Cromo-51
Imagem do baço e volume das hemácias
Tecnécio - 99
Estudo do cérebro do cérebro, pulmões, fígado, baço e ossos
Sódio-24
Lesões vasculares e volume do sangue

Estrôncio-85     
Imagem de ossos para verificar a ocorrência de fraturas ou osteoporose

Samário-153
Tratamento de cancro ósseo. Atua como analgésico e diminui a dor causada pela metástase no tecido
Tálio-201
Deteção de obstruções nas artérias coronárias
Gálio-67
Diagnostico e avaliação de tumores, é útil em processos infeciosos e inflamatórios, avalia a extensão da doença

A área da medicina que usa a radioatividade denomina-se Medicina Nuclear. Os termos mais comuns são radiografia, raio X, radioterapia, quimioterapia, ressonância magnética, ultrassonografia, tomografia computorizada.

Raios X
Descobertos em 1895, é a forma de uso de radioatividade mais comum. Estes raios permitem registar lesões ósseas (zonas mais pronunciadas), sendo possível observar também parte do tecido mole (zona sombreada). A exposição excessiva a esta radiação pode causar graves danos, por isso todos os indivíduos, exceto o paciente, devem usar aventais de chumbo, manterem-se afastados do equipamento no momento em que é libertada a radiação e realizar exames médicos com regularidade.


Radioterapia
A radioterapia utiliza a radiação no tratamento de tumores, na maioria malignos. Este tio de tratamento consiste na destruição do tumor através da absorção da energia da radiação na zona da patologia. Esta técnica é usada para que o tecido cancerígeno seja o mais afetado pela radiação, salvaguardando os tecidos circundantes. A quantidade de radiação varia consoante a profundidade do tumor.

Referências Bibliográficas:

Fogaça, J. R. (s.d.). Alunos Online. Obtido em 24 de março de 2013, de http://www.alunosonline.com.br/quimica/uso-radioatividade-na-medicina.html

Fogaça, J. R. (s.d.). Mundo Educação. Obtido em 24 de março de 2013, de http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/aplicacao-radioatividade-na-medicina.htm

Torres, P. M. (s.d.). Cola da Web. Obtido em 24 de março de 2013, de http://www.coladaweb.com/medicina-e-enfermagem/aplicacoes-da-radiacao-na-medicina