quinta-feira, 28 de março de 2013

Radioatividade na Medicina


O termo radioatividade remete-nos para o processo de produção de energia nas mal-afamadas centrais nucleares, espalhadas um pouco por todo o mundo, embora que a maior forma de exposição a radiação seja em exames médicos, tais como as radiografias, que registam a estrutura óssea com recurso a raios X entre outros.
Outra forma de utilização da radioatividade na medicina é o uso de isótopos para diagnósticos, tratamentos e deteção de drogas e hormonas.
Uma prática médica normal é a introdução de radioisótopos artificiais, chamados de radio fármacos, que quando inseridos no corpo humano emitem radiação que permite localizar a zona corporal onde estes se depositaram. Um exemplo destes radio fármacos é o iodo-131, que é usado no tratamento de cancro da tiroide pois ao se acumular nesse órgão, as radiações gama destroem as células cancerígenas.



Radioisótopos

Uso médico
Cromo-51
Imagem do baço e volume das hemácias
Tecnécio - 99
Estudo do cérebro do cérebro, pulmões, fígado, baço e ossos
Sódio-24
Lesões vasculares e volume do sangue

Estrôncio-85     
Imagem de ossos para verificar a ocorrência de fraturas ou osteoporose

Samário-153
Tratamento de cancro ósseo. Atua como analgésico e diminui a dor causada pela metástase no tecido
Tálio-201
Deteção de obstruções nas artérias coronárias
Gálio-67
Diagnostico e avaliação de tumores, é útil em processos infeciosos e inflamatórios, avalia a extensão da doença

A área da medicina que usa a radioatividade denomina-se Medicina Nuclear. Os termos mais comuns são radiografia, raio X, radioterapia, quimioterapia, ressonância magnética, ultrassonografia, tomografia computorizada.

Raios X
Descobertos em 1895, é a forma de uso de radioatividade mais comum. Estes raios permitem registar lesões ósseas (zonas mais pronunciadas), sendo possível observar também parte do tecido mole (zona sombreada). A exposição excessiva a esta radiação pode causar graves danos, por isso todos os indivíduos, exceto o paciente, devem usar aventais de chumbo, manterem-se afastados do equipamento no momento em que é libertada a radiação e realizar exames médicos com regularidade.


Radioterapia
A radioterapia utiliza a radiação no tratamento de tumores, na maioria malignos. Este tio de tratamento consiste na destruição do tumor através da absorção da energia da radiação na zona da patologia. Esta técnica é usada para que o tecido cancerígeno seja o mais afetado pela radiação, salvaguardando os tecidos circundantes. A quantidade de radiação varia consoante a profundidade do tumor.

Referências Bibliográficas:

Fogaça, J. R. (s.d.). Alunos Online. Obtido em 24 de março de 2013, de http://www.alunosonline.com.br/quimica/uso-radioatividade-na-medicina.html

Fogaça, J. R. (s.d.). Mundo Educação. Obtido em 24 de março de 2013, de http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/aplicacao-radioatividade-na-medicina.htm

Torres, P. M. (s.d.). Cola da Web. Obtido em 24 de março de 2013, de http://www.coladaweb.com/medicina-e-enfermagem/aplicacoes-da-radiacao-na-medicina


2 comentários:

  1. Este texto mostra bem os benefícios que podem ser usados na medicina de forma a facilitar o trabalho medico e a melhorar a vida dos pacientes. Algum destes isótopos aqui presentes podem causar mais danos ao ser humano do que ajuda-lo a recuperar de alguma doença?

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    1. Todos eles causam danos no ser humano, mas pensamos que não existe nenhum isótopo que numa balança entre o mau e o pior não acabe por ser benéfico, pois por exemplo a radioterapia, “queima” a região onde o tumor está localizado, acabando também por afetar uma área circundante à afetada, mas este malefício acaba por “compensar”, pois dá mais tempo de vida a quem já não espera por ele.

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